Chegar até o povoado Alagamar, uma das mais antigas localidades de Pirambu, no leste sergipano, está muito mais prático e tranquilo, em razão dos serviços de pavimentação granítica executados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi). O percurso de 2,35 km ladeado por cajueiros e coqueirais e relevo acidentado recebeu investimentos na ordem de R$ 2.025.520,00, no qual foram implantados 14.000 m² de calçamento em paralelepípedo e 4.670 metros de meio-fio, no início do acesso a partir da Rodovia SE-100 até a principal rua do centenário povoado.
Com a intervenção, o cotidiano das 162 famílias residentes na comunidade, dentre elas, alguns remanescentes quilombolas, mudou significativamente, uma vez que os transtornos causados por causa dos buracos, excesso de lama nos períodos chuvosos e de poeira no restante do ano já são coisa do passado.
O secretário da Sedurbi, Luiz Roberto Dantas, destacou que os benefícios proporcionados pela pavimentação são inúmeros. “Além das belezas naturais, entre elas, o Rio Brito e parte da Mata Atlântica, que em alguns trechos formam um bioma semelhante ao pantanal, o povoado Alagamar tem relevância histórica, já que os registros datam a localidade com mais de 200 anos, sendo que, dos seus 446 habitantes, 204 são remanescentes quilombolas. A localidade é berço do artesanato oriundo da palha do ouricuri, e é dele que dezenas de famílias tiram o sustento. A pavimentação não apenas contribuiu para a mobilidade, mas, sobretudo, elevou a autoestima dos seus habitantes e já está promovendo avanços na economia e no turismo”, enfatizou.
População aprova
Segundo a cuidadora de idosos Viviane dos Santos, a pavimentação alterou a vida dos moradores. “Antes desse calçamento, as dificuldades para sair e chegar ao povoado eram contínuas. Muita gente que mora aqui trabalha fora e, às vezes, tinha que ir a pé até a rodovia para pegar transporte com destino a Pirambu e outras cidades, ou vir de lá até aqui, pois os carros quebravam e deixavam as pessoas no meio da estrada. Agora, está sendo uma felicidade para a gente”, declarou.
Natural do povoado, o educador e artesão Aloízio dos Santos afirmou que a obra transformou o dia a dia dos moradores. “Há muito tempo desejávamos esse serviço. As dificuldades com transporte eram recorrentes, veículos ficavam danificados, atolavam em dias de chuva e até se recusavam a vir aqui. Estamos vivenciando outro momento, nossa comunidade já não é mais esquecida, os carros agora vêm com mais frequência e isso é ótimo para o desenvolvimento do turismo e a comercialização do nosso artesanato. Foi um sonho que se tornou realidade”, frisou.
Para a funcionária do posto de saúde Elaiana Silva, o tráfego de veículos foi facilitado. “Tinha época em que os estudantes perdiam muita aula porque os ônibus não tinham condições de passar na estrada, o mesmo acontecia com os outros carros, inclusive a ambulância para levar e buscar pacientes. Não se compara o que era antes, melhorou 100%”, afirmou.












