Durante esta semana, a equipe responsável por uma série de operações voltadas à proteção de animais silvestres no Estado, coordenada pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema), realizou um total de 15 resgates em várias regiões de Sergipe. De acordo com o órgão é comum espécies de aves, mamíferos, répteis serem encontrados em espaços urbanos, visto que o habitat natural desses animais, as áreas verdes, está diminuindo cada vez mais, aumentando assim o aparecimento de animais em vias públicas e residências e a criação em cativeiro. 

Foram encontrados 9 Gambás (Didelphis albiventris), 1 coruja buraqueira (Athene cunicularia), 01 coruja suindara (Tyto furcata), 1 salamandra (Epicrates cenchria), 1 tamanduá mirim (Tamandua tetradactyla), 01 guaxinim (Procyon cancrivorus), 01 gavião carijó (Rupornis magnirostris). Multidisciplinar, a equipe técnica da Adema composta por biólogos, veterinários e zootecnistas compreende a missão quanto ao resgate de animais.

Atualmente a Adema vem ampliando o trabalho que já vem sendo desenvolvido junto aos serviços no Centro de Tratamento de Animais (Cetas). O objetivo é entender os serviços de procedimentos clínicos no atendimento aos animais silvestres que somente após o período de cuidado intensivo, são devolvidos à natureza. Um dos casos de resgate da fauna aconteceu no estacionamento da Universidade Tiradentes (Unit), um guaxinim (Procyon cancrivorus) estava ao ar livre e foi contido pelos técnicos.  “Após a análise, verificamos que o animal se encontrava saudável sendo encaminhado a soltura em área de reserva ambiental adequada os espécimes” explicou a veterinária Aline Borba.

O tamanduá mirim foi encontrado em uma residência no bairro Japãozinho, zona Norte de Aracaju, e era criado em cativeiro. Depois de avaliado pela equipe da Adema, foi verificado que o animal estava saudável e foi solto em área de reserva ambiental. Foram soltos também a salamandra, o gambá e a coruja buraqueira, todos estavam saudáveis. Já o gavião carijó e a coruja suindara estavam machucadas e passam por tratamento no Cetas.

 

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